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Com o início do ano e as volta às aulas em fevereiro, os pais enchem as lojas de materiais de papelaria para comprar o kit escolar individual das crianças. Em Suzano, a variação de preço dos itens chega a 141,82% nas papelarias e lojas de artigos gerais no centro da cidade. Além disso, o preço médio para adquirir o material escolar é de R$ 86. O DS usou como comparativo uma lista escolar com 18 itens, que incluem cadernos, lápis e canetas, tesoura, além de cola e canetas e lápis de cor.

Na primeira loja, na Rua General Francisco Glicério, no Centro, o valor total das compras básicas que os pais deverão fazer, chegou a R$ 86,90. Na unidade, entre os materiais que se destacaram com os maiores preços estavam o estojo escolar, por 13,99, canetas hidrocor, conhecida canetinha, por R$ 7,99 e os lápis de cor de 12 cores, por R$ 8,50. O resto dos materiais, como borracha, apontador, compasso, lápis preto e canetas, não ultrapassavam o valor de R$ 5,99. Essa unidade era a mais movimentada por pais em procura dos itens da papelaria e vários materiais já começaram a ficar escassos.


A segunda loja visitada, na Rua Benjamin Constant, o material escolar com 18 unidades ficou por R$ 83,20. Entre os materiais que se destacaram o preço menor estavam o apontador com depósito, por R$ 2,25, as canetas hidrocor com 12 cores, por R$ 5,50, a tesoura, por R$ 2,50, além da folha sulfite (pacote de 300 folhas), que saiu por R$ 9,75.


A última unidade, no início da Glicério, era a com o maior valor para adquirir o material escolar, saindo por R$ 88,85. O sulfite A4, 300 folhas, sai por R$ 10,80. Já a canetinha hidrocor chega a duplicar o valor pago na última unidade, por R$ 13,50. Já a folha de EVA com glitter ficou por R$ 5,50, cerca de R$ 2 mais caro do que no primeiro estabelecimento, contudo, mais barato por R$ 0,50 comparado a segunda papelaria.


Entre os materiais escolares com maior variação nos preços estão o estojo caneta hidrocor, 12 unidades; borracha grande; tesoura sem ponta e cola branca (veja mais em quadro abaixo).
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Os postos de combustíveis de Suzano aplicam o reajuste nos preços da gasolina e diesel. O litro da gasolina pode ser encontrado em um valor mínimo de R$ 3,14, chegando até R$ 3,49. Variação de 11%. Já o etanol é encontrado pelo preço entre R$ 1,99 e R$ 2,39. O diesel usado para caminhões e veículos com cargas pesadas também sofreu alteração nos valores, onde muitas empresas estão tendo prejuízo nas taxas de entrega.

“Aqui por ser mais em conta, o que mais sai é o etanol”, disse o frentista de um posto na Rua General Francisco Glicério, Rogério Lucena. O etanol é o produto mais barato comercializado nos postos. “Como o preço mais baixo dos combustíveis é o do etanol, e com a péssima situação do País, o álcool está sendo o mais adquirido pelos condutores”, explicou o frentista Moises Santos Magalhães. O preço da gasolina é quase o dobro do etanol. Portanto, atualmente, é mais vantajoso abastecer com álcool.


REAJUSTE
A Petrobras anunciou o reajuste na última terça-feira. A petroleira já havia aumentado o preço de venda dos combustíveis nas refinarias em novembro no ano passado. Este é o segundo reajuste em um ano.
Para saber qual combustível é mais vantajoso, basta falar o cálculo lque eva em conta que para se abastecer com álcool, o valor do mesmo deve ser 70% próximo ao da gasolina.
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Os juros do cheque especial chegaram a 12,28% no mês em outubro – a maior marca desde setembro de 1995 – quando a taxa era 12,58%, informa pesquisa da Fundação Procon-SP.
Das sete instituições financeiras que fazem parte da pesquisa, cinco elevaram a taxa do cheque especial e uma a do empréstimo pessoal. A taxa média do cheque especial chegou a 12,28% ao mês, superior à do mês anterior, equivalente a 11,90%, acréscimo de 0,38 ponto percentual.
A maior alta verificada ocorreu na Caixa Econômica Federal, que alterou a taxa de 10,35% para 11,38% ao mês, variação de 9,95% em relação à taxa de setembro. O Santander registrou variação positiva de 4,21% em relação ao mês anterior, o Banco do Brasil teve variação de 3,69%, o Itaú, variação de 2,58%, e o Bradesco, variação de 2,41%. Os demais bancos mantiveram suas taxas.
No empréstimo pessoal, a taxa média dos bancos pesquisados foi 6,27% ao mês, superior à do mês anterior, que foi 6,26%. Nesta linha de crédito, o Bradesco elevou a taxa de 6,57% para 6,61% ao mês, variação positiva de 0,61% em relação à taxa de setembro. Os demais bancos mantiveram suas taxas.
Da Agência Brasil
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Cinco cidades do Alto Tietê terão um orçamento de mais de R$ 3,6 bilhões em 2016. A informação tem como base dados passados por câmaras municipais e prefeituras por meio dos projetos de Lei Orçamentária Anual (LOA). As administrações públicas tiveram até quarta-feira para encaminhar os documentos ao Legislativo. Anteriormente, também era necessário que fosse realizada audiência pública para debater os investimentos em cada projeto e secretaria.

A partir de agora os vereadores de cada cidade podem apresentar emendas e sugerir investimentos em projetos específicos. O projeto de lei deve ser votado até o final do ano, antes do recesso parlamentar. Após a votação, o documento – juntamente com as emendas aprovadas – são encaminhadas aos prefeitos para publicação, que deve acontecer antes do final do ano.


A Lei Orçamentária Anual especifica valores (receitas e despesas) para os objetivos traçados na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que é sancionada no primeiro semestre.
Na região, o maior orçamento é o de Mogi das Cruzes. A estimativa é de que ultrapasse mais de R$ 1,49 bilhão. O valor previsto somente para a Prefeitura em 2016 é de R$ 1,25 bilhão. Os demais R$ 247,8 milhões são projetados para as autarquias do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) do Instituto de Previdência Municipal de Mogi das Cruzes (Iprem). Para 2015, o orçamento mogiano previsto foi de R$ 1,3 bilhão. Um aumento aproximado de 14,6%.


O segundo maior orçamento para o próximo ano é o de Itaquaquecetuba, com R$ 699 milhões. Suzano aparece com R$ 692 milhões. Para 2015, o valor estimado pela administração pública foi de R$ 622,3 milhões.
Entre os municípios, o menor orçamento previsto é o de Ferraz de Vasconcelos: R$ 314,8 milhões. O de 2015 foi projetado em R$ 310 milhões. Até agosto ele havia alcançado os R$ 176 milhões.
Das cinco cidades consultadas, todas realizaram as audiências para o debate da LOA nas duas últimas semanas. A Prefeitura de Itaquá, inclusive, encaminhou o projeto para a Câmara no última dia previsto em lei.


A LOA estima as receitas e fixa as despesas de cada governo para ano seguinte. O orçamento anual visa concretizar os objetivos e metas propostas no Plano Plurianual (PPA), segundo as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
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O setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 7,310 bilhões, em agosto, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje. No mesmo mês de 2014, houve déficit primário de R$ 14,460 bilhões.
O governo tem uma meta de superávit primário, economia de recursos para pagar os juros da dívida pública, de 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país, este ano. Desse total do setor público, 0,10% correspondem ao Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência). O superávit primário ajuda a conter o endividamento do governo, no médio e no longo prazos.
Mas o governo não conseguiu fazer essa economia em agosto e nos resultados acumulados do ano e em 12 meses. Nos oito meses do ano, o setor público registrou déficit primário de R$ 1,105 bilhão, o pior resultado para o período registrado na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. Em 12 meses encerrados em agosto, o setor público apresentou déficit primário de R$ 43,845 bilhões.
Nos oito meses do ano, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 14,884 bilhões, enquanto os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 13,860 bilhões. Os governos municipais registram superávit primário de R$ 2,092 bilhões. Já as empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 2,172 bilhões.
Da Agência Brasil
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Para a presidente, esforço para conter a crise de 2008 chegou ao 'limite'.Ela foi a primeira chefe de Estado a discursar na Assembleia Geral da ONU.









Em seu discurso na sessão de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a presidente Dilma Rousseff admitiu aos líderes mundiais que o Brasil passa, atualmente, por um momento de dificuldades econômicas, com aumento da inflação, desvalorização cambial e queda de receitas. Ela, no entanto, ressaltou que, apesar da crise, o país não vive "problemas estruturais graves", e sim dificuldades pontuais.
Após destacar que, nos últimos seis anos, o Brasil adotou uma série de medidas para tentar reduzir os efeitos da crise econômica internacional de 2008 e que essas ações chegaram “ao limite”, Dilma frisou que o objetivo de seu governo é gerar mais oportunidades de investimentos, ampliando a geração de empregos no país.
O Brasil não tem problemas estruturais graves, nossos problemas são conjunturais e, diante desta situação, estamos reequilibrando o Orçamento e assumimos uma forte redução de nossas despesas, gastos de custeio e parte do investimento"
Dilma Rousseff, presidente da República
Ao longo de cerca de 20 minutos de discurso, ela disse que a economia brasileira é “mais forte e sólida” do que em anos anteriores e tem condições de superar as dificuldades e “avançar na trilha do crescimento”. Como em discursos recentes, a petista voltou a afirmar que o momento é de transição para o “novo ciclo de desenvolvimento econômico”.
"A lenta recuperação da economia mundial e o fim do superciclo das commodities incidiram negativamente sobre nosso crescimento. A desvalorização cambial e as pressões recessivas produziram inflação e forte queda da arrecadação, levando a restrições nas contas públicas. O Brasil, no entanto, não tem problemas estruturais graves, nossos problemas são conjunturais e, diante desta situação, estamos reequilibrando o Orçamento e assumimos uma forte redução de nossas despesas, gastos de custeio e parte do investimento”, enfatizou.
Dilma citou no auditório da ONU que, na tentativa de conter a crise econômica, seu governo propôs ao Congresso Nacional “cortes drásticos” de despesas no Orçamento do ano que vem. Conforme a petista, o país deverá se reorganizar na economia, buscando a estabilidade macroeconômica e a retomada do crescimento com distribuição de renda.
“Propusemos cortes drásticos de despesas e redefinimos nossas receitas. Essas iniciativa visam a reorganizar o quadro fiscal, reduzir a inflação, consolidar a estabilidade macroeconômica e garantir a retomada do crescimento com distribuição de renda.”
A chefe do Executivo falou ainda sobre as políticas sociais e de transferência de renda implantadas nos últimos anos pelo governo brasileiro. Segundo ela, a “eficácia” do programa Fome Zero pode ser vista na retirada do Brasil do chamado "mapa da fome", um dos itens dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
Corrupção
Dilma também abordou, em meio ao discurso, o tema da corrupção. A presidente afirmou que, graças ao “vigor de suas instituições”, o Estado brasileiro tem atuado de forma “firme e imparcial”, por meio de seus órgãos de fiscalização, para investigar e punir desvios e crimes. Ela destacou que, no Brasil, o governo e a sociedade "não toleram a corrupção".
“Queremos um país em que as leis sejam o limite. Muitos de nós lutamos por isso quando as leis e os direitos foram vilipendiados durante a ditadura. Queremos um país em que os governantes se comportem rigorosamente segundo suas atribuições, sem ceder a excessos, além de juízes que julguem com liberdade e imparcialidade, sem pressões de qualquer natureza, desligados de paixões político-partidárias”, ressaltou.
Graças à plena vigência da legalidade e ao vigor das instituições democráticas, o fundamento do Estado tem sido escrutinado de forma firme e imparcial pelos poderes e organismos públicos encarregados de fiscalizar, investigar e punir desvios e crimes. O governo e a sociedade não toleram e não tolerarão corrupção"
Dilma destaca o combate à corrupção no Brasil
Dilma também dedicou parte do discurso à defesa da democracia no Brasil. Em um dos trechos, ela citou uma declaração do ex-presidente do Uruguai José Mujica, na qual ele afirma que a democracia não é perfeita, mas é preciso defendê-la para melhorá-la.
Sem mencionar diretamente o atual momento político do Brasil, a presidente foi enfática ao dizer que o Brasil “continuará trabalhando” pelo caminho democrático e não “abrirá mão” das conquistas pelas quais “tanto lutamos”.
“Queremos um país em que o confronto de ideias se ambiente de civilidade e respeito. Queremos um país em que a liberdade de imprensa seja fundamento dos direitos de opinião e manifestação”, declarou a petista.

Refugiados
A presidente da República também usou seu discurso na Assembleia Geral da ONU para comentar a crise de imigração que o mundo vive atualmente (assista ao vídeo acima). Na avaliação de Dilma, é um "absurdo imperdir o livre trânsito de pessoas". Ela se referia a situação de refugiados que tentam chegar a países da Europa.
Em um mundo onde circulam livremente mercadorias, capitais, informações e ideias, é absurdo impedir o livre trânsito de pessoas"
Presidente fala sobre a crise mundial de imigração
Nas últimas semanas, a Europa tem recebido milhares de imigrantes ilegais saídos de países em conflito na África e no Oriente Médio. A emigração em massa vem gerando acirramento da repressão nas fronteiras europeias e acidentes envolvendo imigrantes que se arriscam para chegar a um novo país.
"Em um mundo onde circulam livremente mercadorias, capitais, informações e ideias, é absurdo impedir o livre trânsito de pessoas", opinou a presidente brasileira.
Dilma voltou a declarar, a exemplo do que fez durante reuniões preliminares da ONU no fim de semana, que o Brasil está aberto para receber imigrantes.
"O Brasil é um país de acolhimento, um país formado por refugiados. Recebemos sírios, haitianos, homens e mulhers de todo mundo. Assim como abrigamos há mais de um século europeus, árabes  e asiáticos, estamos abertos e de braços abertos para receber refugiados. Somos um país multiétnico", disse a presidente, sendo intensamente aplaudida pelos governantes mundiais.

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Informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo Tesouro Nacional.Emissão líquida, despesa com juros e alta do dólar impulsionaram dívida.



A dívida pública federal, que inclui os endividamentos interno e externo do governo, cresceu 3,16% em agosto deste ano, para R$ 2,68 trilhões, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira 28/09/2015 pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em julho, o endividamento público estava em R$ 2,6 trilhões.
Os números oficiais mostram que o aumento da dívida em agosto deste ano está relacionado à apropriação de juros (juros que não são pagos e passam a fazer parte da dívida) sobre o estoque do endividamento brasileiro; com a emissão líquida de títulos públicos (o governo pegou mais recursos emprestados do que pagou dívidas já feitas); e também com a alta do dólar, que contribuiu para o aumento da dívida externa – que é na moeda estrangeira e, portanto, fica maior quando a cotação da moeda sobe frente ao real.
DÍVIDA PÚBLICA
Em R$ bilhões
2,1832,1552,2082,2952,2472,3292,4412,4512,4962,5832,6032,686em R$ biSet/14Out/14Nov/14Dez/14Jan/15Fev/15Mar/15Abr/15Mai/15Jun/15Jul/15Ago/152,12,22,32,42,52,62,72,8
Fonte: Tesouro Nacional
No mês passado, foram emitidos R$ 66,11 bilhões em papéis da dívida federal (ou seja, o governo pegou emprestado), ao mesmo tempo em que foram resgatados (pagos) R$ 20,67 bilhões. Com isso, a chamada emissão líquida (acima dos vencimentos) somou R$ 45,44 bilhões. Ao mesmo tempo, as despesas com juros totalizaram R$ 36,89 bilhões.
Somente a dívida externa subiu R$ 5,5 bilhões no mês passado, principalmente por conta da alta do dólar – apesar do resgate de R$ 4,52 bilhões no mês passado. Parte deste resgate líquido do mês passado se deveu ao fato de o Tesouro ter exercido a opção de recompra de US$ 1,15 bilhão em global 2040 (títulos da dívida externa com vencimento em 2040).



Programação para 2015
No início deste ano, a Secretaria do Tesouro Nacional informou que, após terminar 2014 em R$ 2,29 trilhões, a dívida pública pode chegar ao patamar máximo de R$ 2,6 trilhões no fechamento de 2015. As informações foram divulgadas por meio do Plano Anual de Financiamento (PAF).
No mês passado, porém, revisou esse teto para R$ 2,8 trilhões. Ou seja, informou que a dívida subirá mais em 2015. De acordo com o governo, as incertezas na economia internacional, e também no cenário doméstico, assim como o alto retorno pago pelo governo brasileiros nos títulos públicos - os juros reais brasileiros são os mais elevados do mundo - levou ao aumento da demanda por papéis da dívida pública.
Compradores
Os números do Tesouro Nacional também revelam que a participação dos investidores não residentes (estrangeiros) na dívida pública interna voltou a recuar em agosto - após a perda do grau de investimento pela Standard & Poors. No mês passado, os não residentes detinham 19,14% do total da dívida interna (R$ 488 bilhões) contra 19,56% (R$ 484 bilhões) em julho.
Com isso, os estrangeiros seguem na quarta colocação de principais detentores da dívida pública interna, atrás das instituições financeiras (25,48% do total, ou R$ 650 bilhões em agosto), dos fundos de investimento (20,53% do total, ou R$ 523 bilhões) e dos fundos de previdência (20,11%, ou R$ 513 bilhões).
Perfil da dívida
O Tesouro Nacional informou ainda que o estoque de títulos prefixados (papéis que têm a correção determinada no momento do leilão) somou R$ 1,1 trilhão em agosto, ou 43,26% do total, contra R$ 1,06 trilhão, ou 42,93% do total, em julho. O cálculo foi feito após a contabilização dos contratos de swap cambial,
Os títulos atrelados aos juros básicos da economia (os pós-fixados), por sua vez, tiveram sua participação elevada em agosto. No fim do mês passado, estes títulos públicos representavam 7,5% do estoque total da dívida interna, ou R$ 191 bilhões, contra 6,8% do total (R$ 168 bilhões) em julho.
A parcela da dívida atrelada aos índices de preços (inflação) somou 33,67% em agosto deste ano, ou R$ 859 bilhões, contra 34,72% do total em junho de 2014 – o equivalente a também a R$ 859 bilhões em julho.
Contratos de swap
Os ativos indexados à variação da taxa de câmbio, por sua vez, somaram 15,56% do total (R$ 397 bilhões) em agosto, contra R$ 384 bilhões, ou 15,55% do total, em julho deste ano. O aumento da dívida atrelada ao dólar se deve à emissão de contratos de swap cambial – que funcionam como uma venda de dólares no mercado futuro (derivativos) para evitar uma alta maior na cotação do dólar.
Os swaps cambiais são contratos para troca de riscos. O Banco Central oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento deles, o BC se compromete a pagar uma taxa de juros sobre valor dos contratos e recebe do investidor a variação do dólar no mesmo período.
É uma forma de a instituição garantir a oferta da moeda norte-americana no mercado, mesmo que para o futuro, e controlar a alta da cotação.
O programa de oferta diária de swaps cambiais, que vigorava desde agosto de 2013, venceu no dia 31 de março. O Banco Central, no entanto, informou que iria renovar integralmente os contratos que vencem a partir de 1º de maio, "levando em consideração a demanda pelo instrumento e as condições de mercado".
Segundo a instituição, os leilões de venda de dólares com compromisso de recompra "continuarão a ser realizados em função das condições de liquidez do mercado de câmbio".

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20 municípios que mais cortaram vagas somam 40 mil empregos perdidos.
País fechou 86 mil postos no mês, pior resultado para agosto em 20 anos.



Igreja da Pampulha é um dos principais pontos turísticos de BH (Foto: Miguel Aun / Belotur)


Apenas 20 cidades perderam, juntas, mais de 40 mil postos de trabalho formal em agosto, segundo dados do Ministério do Trabalho.
Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo foram as cidades com mais postos que deixaram de existir. Na capital mineira, foram registradas 4,5 mil vagas com carteira assinada a menos – mais da metade, na construção civil.
Já os 20 municípios que mais contrataram, por sua vez, criaram 17.136 vagas. Entre eles, 11 estão na região Nordeste, e apenas três são capitais de seus estados: Rio Branco, Aracaju e Goiânia.No Rio de Janeiro, a maioria das vagas foi perdida nos setores de serviço e comércio. Já em São Paulo, construção civil e indústria foram os setores que mais cortaram postos de trabalho.
São Luis do Quitunde, em Alagoas, foi o município que mais gerou postos formais: 1.992. Igarassu(PE), aparece em segundo, com 1.953, seguida por Santa Rita (1.470) e Mamanguape (1.180), ambas na Paraíba.
No Brasil
No mês passado, as demissões superaram as admissões em 86 mil vagas em todo o país, segundo o Ministério do Trabalho. Foi o pior resultado para meses de agosto em 20 anos.
No acumulado dos 8 primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, foram fechados  572.792 postos com carteira assinada no país.
Apesar do país ter continuado a perder vagas com carteira assinada, o número de vagas fechadas em agosto ficou abaixo das 157 mil vagas perdidas no mês anterior.
VEJAS AS 20 CIDADES QUE MAIS DEMITIRAM (as capitais estão em negrito)
Belo Horizonte (MG): -4.505
Rio de Janeiro (RJ): -4.089
São Paulo (SP): -3.650
Curitiba (PR): -2.947
Salvador (BA): -2.858

Santa Cruz Do Sul (RS): -2.255
Recife (PE): -2.154
Caxias do Sul (RS): -2.055
Venâncio Aires (RS): -1.852
Manaus (AM): -1.810
Jundiaí (SP): -1.656
Joinville (SC): -1.613
Altamira (PA): -1.401
Natal (RN): -1.349
Guarulhos (SP): -1.348
Porto Alegre (RS): -1.323
Contagem (MG): -1.219
Barueri (SP): -1.143
Santos (SP): -1.109
Macaé (RJ): -1.107
VEJAS AS 20 CIDADES QUE MAIS CONTRATARAM (as capitais estão em negrito)
São Luis do Quitunde (AL): 1.992
Igarassu (PE): 1.953
Santa Rita (PB): 1.470
Mamanguape (PB): 1.180
Rio Branco (AC): 1.154
Aracaju (SE): 1.144

Mossoró (RN): 877
Petrolina (PE): 866
Bebedouro (SP): 665
Imperatriz (MA): 620
Campos dos Goytacazes (RJ): 588
Cristalina (GO): 583
Casa Nova (BA): 582
Granja (CE): 565
Flórida Paulista (SP): 547
Goiânia (GO): 545
Pontes e Lacerda (MT): 518
Caieiras (SP): 507
Matão (SP): 406
Santa Inês (MA): 374

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