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O novo filme da saga X-Men, que traz o subtítulo “Apocalipse” é inspirado em um dos contos mais conhecidos entre os apreciadores de HQ’s, e vem chamando a atenção por suas referências, diretas e indiretas, a passagens bíblicas.
O personagem que dá título ao longa-metragem sugere ser a entidade superior que governa o mundo, e diz que já foi chamado de “deus” por muitas civilizações.
“Fui chamado de muitas coisas, em muitas vidas. Rá, Krishna, Jeová… Vocês são todos meus filhos, e estão perdidos por seguirem líderes cegos, mas estou aqui agora. Estou aqui para vocês”, diz o Apocalipse, um vilão, no trailer do filme.
Em diálogos de outros personagens, as referências à Bíblia e a sugestão de que Deus seja um mutante se repetem: “Desde que os mutantes foram descobertos, sugiram sociedades secretas que os veem como a Segunda Vinda ou um sinal de Deus. Acreditam que há milhares de anos, um ser ancestral nasceu. O primeiro do mundo”, resume a personagem Moira, antes que Charles Xavier, o personagem telepata, conclua: “Mutantes”.
Em outro trecho, Moira afirma que o Apocalipse atravessou eras mantendo sempre a mesma estratégia: “Onde quer que estivesse, ele sempre teve quatro seguidores a quem dava poderes”, diz. Um interlocutor sugere: “Como os quatro cavaleiros do Apocalipse. Ele tirou isso da Bíbia”, supõe, antes que Moira o interrompa dizendo “ou a Bíblia tirou dele”.
“Oh, Deus. Ele pode controlar a todos nós”, se desespera Xavier, atribuindo onipotência ao vilão.
Em sua fala final, Apocalipse diz que “tudo que eles [humanos] construíram, irá cair, e das cinzas de seu mundo, construiremos um melhor”, numa referência à profecia de João no versículo 9 do capítulo 20 do livro das Revelações do Apocalipse: “As nações marcharam por toda a superfície da terra e cercaram o acampamento dos santos, a cidade amada; mas um fogo desceu do céu e as devorou”.
         
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Bispo Macedo recebe “Oscar Gay” de militantes por ser receptivo a homossexuais na UniversalO bispo Edir Macedo foi homenageado pelos ativistas do Grupo Gay da Bahia (GGB) por suas recentes declarações sobre como a Igreja Universal do Reino de Deus enxerga a questão da homossexualidade.
Em meio a todo o burburinho causado pela conversão da modelo Andressa Urach, a denominação passou a ser questionada sobre sua postura a respeito da homossexualidade, já que a nova fiel possui muitos fãs homossexuais.
À época, Macedo afirmou que homossexuais são bem-vindos em sua denominação, e que no Evangelho, as relações entre pessoas do mesmo sexo são um pecado como qualquer outro, portanto, ao alcance do perdão divino.
“Nossa missão é pregar o Evangelho a toda criatura, independentemente do que ela é, faz ou deixa de fazer. São criaturas humanas que carecem de conhecimento do Evangelho como quaisquer outras […] A conversão não depende de bispos, de pastores e da Universal. É uma obra exclusiva do Espírito de Deus. Como disse, nossa missão é pregar o Evangelho. O resto fica por conta de Deus”, contextualizou.
Semanas antes, em um sermão, o bispo também havia se posicionado de forma aberta sobre a questão: “Deus não quer nada imposto. E nós na Igreja Universal não impomos nada a ninguém […] Há muitos crentes, pastores e igrejas levantando uma bandeira contra o movimento gay, contra o casamento de homossexuais. Eu pergunto: Jesus faria isso se estivesse vivendo no nosso tempo? Eu não creio que Ele faria. Porque no tempo d’Ele já havia homossexuais e Jesus não falou nada. Jesus não levantou uma bandeira, falando: ‘Olha, vocês têm que falar contra o homossexualismo, que é proibido, que não deve”, afirmou.
Ainda sobre a questão, disse que não se envolveria nas polêmicas existentes na sociedade: “Eu não vou levantar bandeira criticando a pessoa porque ela é homossexual, porque um homem vai casar com outro homem, uma mulher vai casar com outra mulher. Isso é problema deles. Deus nos deu o direito de escolher, de optar na nossa vida. Cada um segue a sua fé. Se a pessoa tem fé para ser homossexual é problema dela. É uma situação pessoal, não sou eu que vou impor a minha fé para ela, de forma nenhuma. Nem Deus faz isso”, concluiu.
Agora, o GGB resolveu homenagear o líder neopentecostal por considerá-lo uma das pessoas “amigas” da comunidade LGBT, segundo informações do jornal A Tarde. Além de Macedo, outras 37 pessoas receberam o “Oscar Gay 2015”, como por exemplo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e os jornalistas Galvão Bueno e Pedro Bial “por se deixarem fotografar dando ‘selinho’ nos bastidores de especial da Globo”.
Agora “amigo” dos militantes homossexuais, Macedo nem sempre foi tão receptivo aos gays. Anos atrás, o líder da Universal protagonizou cenas peculiares de exorcismo de homossexuais durante cultos e programas da Igreja Universal.
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A entrega da estação de Suzano foi adiada mais uma vez. Prevista para dia 15 de janeiro, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anunciou ontem, durante vistoria nas obras, que a inauguração vai acontecer no dia 30 de janeiro. A finalização dos serviços na nova unidade já foi adiada diversas vezes, sendo que o primeiro prazo de entrega era para 2013.
A data de inauguração para o dia 15 de janeiro havia sido dada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante visita à região. Na ocasião, o tucano havia informado até a hora da entrega – 10 horas – garantindo assim que não haveria adiamento.
AÇÕES
Uma série de ações em conjunto entre a Prefeitura e a CPTM foram acertadas durante a vistoria. Foi definido que a Prefeitura – por meio da secretaria de Trânsito e Mobilidade Urbana e da CiteLuz, em parceria com a CPTM – fará no início do próximo mês a remoção e realocação de postes de energia e de sinalização semafórica localizados na Rua Doutor Prudente de Moraes (SP-66), já que junto com à nova estação será implantada baia para veículos de transporte de passageiros, melhorando assim o fluxo de veículos no local.
A administração ainda ficará responsável por asfaltar essa baia. Uma câmera de monitoramento localizada entre as ruas Prudente de Moraes e General Francisco Glicério também será realocada.
O recuo adentra em 1,2 metros o terreno da CPTM e tem cerca de 170 metros de extensão. Ele vai desde o começo do terreno da CPTM no sentido Mogi-Suzano até próximo ao início da Rua General Francisco Glicério. Com a sua inauguração, o trânsito deverá ter grande melhora.
A nova estação ferroviária de Suzano será moderna, e contará com passarelas, escadas rolantes, escadas fixas, rampas, mapas em braile, elevadores de acessibilidade, assentos nas plataformas, banheiros e plataformas cobertas. Além disso, gradis tomarão o lugar dos antigos muros, contribuindo para uma menor poluição visual para os cidadãos que circulam pelo local.
Participaram da vistoria os secretários municipais Carmen Lúcia Lorente (Assuntos Urbanos), Claudinei Galo (Trânsito e Mobilidade Urbana) e Clóvis Paoletti (Defesa Civil e Social), além de representantes da CPTM e das empresas Mendes Junior Trading e Engenharia S/A (que conduz as obras da estação) e CiteLuz.
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Segundo o Metrô, seguranças atuaram após manifestantes pularem catraca.
Estudante Heudes Cássio afirmou que vai registrar boletim de ocorrência.

O segurança Guilherme Leão em ação contra manifestante na segunda-feira, na Estação Sé (Foto: Marcos Fantini/Framephoto/Estadão Conteúdo)O segurança Guilherme Leão em ação contra o estudante Heudes Cássio na segunda-feira, na Estação Sé 
segurança do Metrô Guilherme Leão, que virou notícia no ano passado por sua beleza e ficou conhecido como “segurança gato”, agrediu um manifestante com um cassetete na Estação Sé do Metrô após um protesto contra a reorganização das escolas de São Paulo na segunda-feira (21).
A ação foi registrada em fotos e também em um vídeo divulgado pelo site Jornalistas Livres. Outros seguranças também aparecem agredindo o estudante.
Segundo o Metrô, policiais militares e seguranças da companhia atuaram para conter manifestantes que pularam as catracas da estação. O Metrô informou ainda que a ocorrência está sendo apurada. Procurado pelo G1 por meio da assessoria do Metrô, o segurança Guilherme Leão não se manifestou.
O estudante Heudes Cássio, de 18 anos, afirmou que a reação dos seguranças foi "desproporcional". Ele conta que pulou a catraca da estação para defender a ideia da gratuidade do transporte. "Nós entramos e os seguranças não fizeram nada. Quando chegou reforço, vieram pra cima", disse, cobrando mais diálogo.
O estudante do 3º ano do Ensino Médio afirmou que vai registrar um boletim de ocorrência sobre a agressão.

Protesto
Cerca de 200 manifestantes, de acordo com a Polícia Militar,  participaram do protesto contra a reorganização proposta pelo governo estadual. Eles se disperaram por volta das 21h15 na região da Sé.
O grupo se concentrou a partir das 17h no Museu de Arte de São Paulo (Masp) e de lá caminharam pela Rua da Consolação até o Centro da cidade, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Os estudantes contrários à reorganização  das escolas de São Paulo, o que incluia o fechamento de 93 unidades, ocuparam cerca de 200 escolas no estado entre novembro e dezembro deste ano. A desocupação começou após o governador Geraldo Alckmin suspender a reorganização no último dia 4 de dezembro.
Segurança
Com 1,87 metro de altura e 80 kg, o jovem ficou famoso nas redes sociais como “segurança gato” após uma foto dele cair na rede. “Sempre tive pequenos assédios, mas de uns dias para cá isso tomou uma proporção muito grande, maior do que eu esperava até”, contou ao G1em março de 2014.
Guilherme se surpreendeu com a repercussão rápida da sua foto. Ele conta que passou a receber várias mensagens pelo Facebook, além de pedidos para fazer fotos com fãs durante o trabalho.

Logo após terminar o ensino médio, Guilherme morou na China para trabalhar como modelo. “A viagem, que ia durar três meses, acabou se estendendo por um ano. Lá eu curti muito a noite, as festas. Cheguei a ser promoter e fazia até cinco festas por semana”, disse. “Agora procuro fazer programas mais tranquilos, como ir a barzinhos ou viajar para a praia.”
Fora das plataformas da estação Sé e dos estúdios de fotografia, o segurança gosta de dedicar parte do tempo livre ouvindo e produzindo músicas. “As bandas que não podem faltar na minha seleção? São muitas, mas tem que ter Bob Marley, Red Hot e o Rappa.” Geminiano, morador do bairro de Artur Alvim, na Zona Leste da capital, desde a infância, diz  também adorar dançar. “Eu só não sei dançar”, brincou.
Para atuar como segurança, ele teve aulas de defesa pessoal e de judô – o que o Metrô chama de técnicas de imobilização. Embora goste da atual função, ele não esconde seus planos para o futuro. “Sempre foi um sonho ser modelo. Talvez pelo fato de ter de alguém não ter acreditado muito em mim, a minha carreira não deslanchou da maneira que eu esperava.” O sonho foi deixado temporariamente de lado, em troca da estabilidade, logo após passar no concurso para o Metrô.
Além da vida de modelo, ele pretendia se dedicar ao teatro e à televisão. “Eu gostaria muito que deslanchasse uma carreira artística. Eu pretendo fazer teatro, ter uma carreira de ator. Tanto que, quando eu vejo uma novela, eu gostaria muito de estar ali, na frente das câmeras.
Aproveitando o sucesso que o segurança ganhou nas redes sociais, o Metrô publicou um post que faz referência ao preparo da sua equipe. “Seguranças do Metrô não são só bonitos. Eles são treinados em técnicas de imobilização, primeiros socorros e atendimento ao público”, diz post publicado na página do Facebook da companhia.”
'Segurança gato' faz pausa para posar para foto (Foto: Letícia Macedo/G1)'Segurança gato' faz pausa para posar para foto


Mulher entrou com bandidos em estacionamento do Shopping Morumbi.
Um dos suspeitos morreu de ataque cardíaco, segundo a polícia.


A vítima de uma tentativa sequestro relâmpago na Zona Sul de São Paulo, disse à GloboNews que se jogou para fora do carro ao entrar com os dois bandidos no estacionamento do Shopping Morumbi na manhã desta terça-feira (22). Um dos suspeitos foi preso e o outro morreu após ser preso pela polícia e sofrer uma parada cardíaca.
"Eles tentavam me puxar e eu enfiava a perna para fora. Eu comecei a gritar socorro. Espero que as pessoas não tenham que passar por isso", disse a vítima.

Os seguranças do shopping agiram e prenderam um dos suspeitos dentro do shopping. O outro foi preso pela Polícia Militar a cerca de 3 km dali. Ele acabou tendo um ataque cardíaco e morreu, segundo a polícia.  O shopping funciona normalmente.
Os bandidos abordaram a jovem no carro dela após ela deixar o marido no trabalho. Os dois suspeitos entraram no carro e rodaram por uma hora com a mulher. Eles pararam em um hipermercado e sacaram R$ 2.500. Eles foram então para o shopping. Quando foram passar pela catraca do estacionamento, a mulher tirou a chave do contato e pulou para fora do carro.
Fachada do Shopping Morumbi, na Zona Sul de São Paulo (Foto: Paulo Guilherme/ G1 )Fachada do Shopping Morumbi, na Zona Sul de São Paulo


Ronaldo Pereira da Cruz, de 39 anos, morreu ao tentar combater fogo.
Ele trabalhava no Museu da Língua Portuguesa há três anos.


ombeiros civis e homens do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo comparecem ao sepultamento do corpo do brigadista Ronaldo Pereira da Cruz, de 39 anos, nesta tarde desta terça-feira, 22, no Cemitério da Cachoeirinha, na norte da capital paulista (Foto: Márcio Ribeiro/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)Bombeiros civis e homens do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo comparecem ao sepultamento do corpo do brigadista Ronaldo Pereira da Cruz  (
Familiares e amigos de Ronaldo Pereira da Cruz, de 39 anos, morto durante incêndio no Museu da Língua Portuguesa, no Centro de São Paulo, acompanharam o enterro do bombeiro civil na tarde desta terça-feira (22) no Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte de São Paulo. O caixão foi carregado por homens do Corpo de Bombeiros que homenagearam a vítima do incêndio.
O bombeiro civil trabalhava no prédio do museu como brigadista há três anos. Quando os bombeiros entraram no prédio, ele já estava caído no chão desacordado. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Ele tentava combater as chamas e teve uma parada cardiorrespiratória.
A vítima morava no bairro da Casa Verde, na Zona Norte e estava casado há seis anos. "Um amor. Era muito carinhoso, muito atencioso. Ele era meu tudo", disse Rita de Cássia, mulher da vítima. "Pelo que eu fiquei sabendo, ele tirou todo mundo pra fora e ele que ficou", afirmou. "Eu sei que ele está feliz onde ele está, porque morreu fazendo o que gostava mesmo", declarou Rita.
Perícia
Técnicos e peritos da polícia técnica vão avaliar as condições do prédio para tentar determinar a causa do incêndio. "Isso depende de uma perícia que vai ser feita pela polícia técnico-cientifica", disse o comandante do Corpo de Bombeiros, Rogério Bernardes Duarte.
O incêndio durou três horas. Todo o prédio foi afetado pelo fogo e pela fumaça e vai ter que ser reconstruído, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Após o incêndio ter sido controlado, ainda havia risco de queda de parte do telhado. "Foi uma área bem grande, afetou todos os pavimentos. Praticamente toda a área do museu", afirmou.
Funcionários do museu relataram aos técnicos da Defesa Civil que o fogo teria começado no segundo andar durante a troca de uma lâmpada, que teria provocado um curto-circuito. As causas serão apuradas.
O fogo começou no primeiro andar por volta de 16h, e rapidamente alcançou os dois andares superiores e o telhado do edifício construído em 1901, que abriga o museu desde a sua inauguração, em 2006. Mais de 60 viaturas e 120 bombeiros foram ao local tentar controlar o fogo. Eles impediram que o telhado levasse as chamas até a Estação da Luz. O museu tinha seguro de R$ 45 milhões.
Incêndio no Museu da Língua Portuguesa (Foto: Rogério Cavalheiro / Estadão Conteúdo)Incêndio no Museu da Língua Portuguesa (Foto: Rogério Cavalheiro / Estadão Conteúdo)
Incêndio destruiu o Museu da Língua Portuguesa, em SP, nesta segunda (21) (Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)Incêndio destruiu o Museu da Língua Portuguesa, em SP, nesta segunda (21

Cidade ficou sob estado de atenção por quase duas horas nesta terça-feira.
Subprefeitura do Ipiranga teve estado de alerta depois de corrégo transbordar.


Uma forte chuva caiu sobre São Paulo nesta terça-feira (22), o primeiro dia de verão, deixando áreas alagadas e atrapalhando o tráfego em diversas vias da capital paulista. Entre 17h e 19h40, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) manteve estado de atenção para enchentes na cidade. 


As primeiras regiões a entrarem em risco foram as zonas Norte e Leste, o Centro e as marginais Tietê e Pinheiros. Às 18h10, a Zona Oeste e parte da Zona Sul entraram em estado de atenção. No mesmo horário, a subprefeitura do Ipiranga entrou em alerta, depois do transbordamento do Córrego Ipiranga.
Ainda segundo o CGE, às 19h, a cidade tinha nove pontos de alagamento ativos. Quatro deles eram intransitáveis, em dois trechos da Avenida Professor Abraaão de Moraes e na Avenida Miguel Estefano, na Zona Sul, e nos dois sentidos da Rua Luis Mateus, na Zona Leste.
Às 19h20, só quatro pontos permaneciam ativos. Todos eram transitáveis. O CGE declarou o fim do estado de atenção para enchentes em toda a cidade de São Paulo por volta das 19h40. Um ponto de alagamento permaneceu ativo e intransitável, na Rua Alves dos Santos, na Zona Sul.
Segundo a Sala de Imprensa do Corpo de Bombeiros (Cobom), a Zona Sul registrou alto número de chamadas por pessoas ilhadas em veículos durante a chuva. A corporação não soube precisar um número de ocorrências.
Em função da chuva, o Metrô operou com velocidade reduzida nas linhas 2-Verde, entre as estações Alto do Ipiranga e Chácara Klabin, 3-Vermelha, entre as estações Corinthians-Itaquera e Sé, e 5-Lilás, entre as estações Capão Redondo e Adolfo Pinheiro.
Chuva causa alagamentos nas zonas Leste e Sul de SP nesta terça (22) (Foto: Reprodução/TV Globo)Chuva causa alagamentos nas zonas Leste e Sul de SP nesta terça (22) (Foto: Reprodução/TV Globo)


Internauta flagrou carros enfrentando alagamento em avenida da Zona Sul de São Paulo (Foto: Pedro Moleiro/VC no G1)Internauta flagrou carros enfrentando alagamento em avenida da Zona Sul de São Paulo

Atualmente, quem incentiva um aborto proibido por lei é autuado por contravenção penal

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                                     Objetivo da medida é criminalizar os incentivadores

O plenário da Câmara deve analisar, nos próximos dias, o projeto de lei 5.069/13 que transforma em crime contra a vida o anúncio de meios, substância, processo ou objetos abortivos. A prática hoje é considerada apenas uma contravenção, mas passa a ter previsão de punição criminal.

O texto proposto pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e aprovado ontem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por 37 votos a 14, ainda criminaliza e cria penalidades para quem induz, instiga ou auxilia um aborto. Quando o procedimento é conduzido por profissionais de saúde a pena é agravada podendo chegar de 1 a 3 anos de detenção.

A votação da proposta foi marcada por divergências entre os parlamentares. Um dos principais pontos criticados acabou sendo retirado do texto pelo relator Evandro Gussi (PV-SP), o que estabelecia que a vítima de aborto deveria fazer o exame de corpo de delito antes de receber atendimento nos serviços de saúde. Gussi retirou essa exigência e criou outra condição, vinculando o atendimento à apresentação da vítima em uma delegacia.
Alguns parlamentares admitiram que o relatório tornou o texto original "menos danoso". Gussi, que tinha retirado do projeto a garantia de que as mulheres atendidas em unidades de saúde seriam informadas de todos os seus direitos, voltou com a expressão ao projeto. Inicialmente, ele havia considerado que o direito à informação não precisava estar previsto em lei, mas recuou, acatando pedido da bancada feminina.

No dia 1º de outubro, em audiência pública na CCJ da Câmara dos Deputados, Evandro Gussi disse que o dispositivo, se fosse aprovado, não iria alterar as situações em que o aborto não é punido por lei. O projeto criminaliza o "induzimento, instigação ou auxílio ao aborto e as penas seriam mais pesadas para profissionais de saúde".

O relator do projeto diz que o dispositivo está de acordo com as leis vigentes. "O projeto quer criminalizar as pessoas que induzam de maneira fria e calculista a mulher a praticar o aborto, essa sim é vítima", afirmou Gussi. O relator complementou que o projeto não toca na questão da pílula do dia seguinte, já que esta é vendida livremente, sem necessidade de receita médica. O projeto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e o Senado para seguir ao Executivo e receber a sanção da presidente da República.

O que muda com a Lei 5.069/13?

- Hoje em dia, quem incentiva um aborto é autuado por contravenção penal, que não gera prisão, por exemplo. Com a aprovação da lei, o acusado cometeria um crime;
- Se o "crime" for cometido por profissionais de saúde a pena será agravada e poderá chegar a 3 anos de detenção;
- A medida não atinge os casos em que o aborto é permitido, como no estupro, risco de vida da mãe ou caso de feto anencéfalo;
- Objetivo da medida é punir quem orienta, incentiva e anuncia os procedimentos usados para cometer o aborto proibido para as gestantes.
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