Atualmente, só as agências bancárias da rede Santander conseguiram na Justiça o direito de voltar a atender os clientes. De acordo com o sindicato, ainda não existe um prazo para que a paralisação acabe.
A diretora de Imprensa do sindicato, Regina Cardoso de Siqueira, explicou que o atendimento para os aposentados que recebem o benefício está sendo realizado normalmente.
"Abrimos essa exceção para os aposentados e grande parte deles está utilizando os caixas eletrônicos. Os outros clientes terão de encontrar as agências que estão abertas e fazer depósitos para sacar em outros bancos. É preciso buscar alternativas", disse.
Regina informou que a Federação Nacional dos Bancos (FENABAN) não sinalizou para que novas reuniões de negociação sejam marcadas.
"É má vontade dos banqueiros, que não querem negociar. Isso está prejudicando os bancários e a população. O comércio também está com problemas nas vendas, porque as pessoas não conseguem dinheiro. Isso é um descaso com a população e os bancários", destacou.
O sindicato está pedindo um reajuste de 11,93%, mas os bancos ofereceram 6,1%. Além disso, a categoria reivindica aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e melhorias nas condições de trabalho. "Todo o ano, o lucro dos bancos aumenta, não deveríamos ter de entrar em greve para receber esse reajuste. Infelizmente, os bancos estão em total silêncio sem uma agenda de negociação", afirmou a diretora.
A ideia do sindicato é ampliar e intensificar mais a greve para pressionar os bancos a negociarem.
"A greve ficará cada vez mais forte e os bancários não vão recuar. Vamos fortalecer ainda mais a paralisação. Acreditamos que a greve não vai se prorrogar por muito mais tempo", disse Regina.
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