Segundo Xiol, a notícia significa que a região do Alto Tietê também pode ter uma linha metroviária nos próximos anos, já que a demanda metropolitana pede por melhorias no transporte público. Por enquanto, o especialista afirma que a CPTM tem trabalhado para melhorar a qualidade dos trens para que assumam características de metrô.
De acordo com Xiol, a Região Metropolitana de São Paulo, na qual se incluem as 10 cidades do Alto Tietê, abriga uma densidade populacional muito superior a de quando os trens foram instalados. "Precisamos de meios de transporte de grande capacidade", diz o especialista. "As características tomadas pelos trens, que agora circulam com menores intervalos e com mais qualidade são positivas, mas não suficientes".
O secretário acredita que as cidades de Suzano, Ferraz, Poá e Guarulhos já possuem estrutura para receber o metrô. "O que falta é investimento. Estas cidades são muito próximas à região leste de São Paulo, e uma expansão do metrô inevitavelmente as atingiria. Mas os investimentos públicos não acompanham o ritmo do crescimento populacional".
Ele explica que o metrô na região do Alto Tietê seria terrestre e que a única cidade que ainda tem problemas para este tipo de serviço é Mogi, por conta da ausência de viadutos para evitar que a passagem dos trens (ou metrôs) feche o trânsito. "Mogi conta com ausência de transposição em nível", disse Xiol. Mas, para o especialista, as melhorias devem ser feitas em diversos níveis. "Ônibus articulados, trens e metrôs. Precisamos de modificação e melhoria significativa nos próximos dez anos ou, em 20 anos, atingiremos o estado de imobilidade".
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